quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Turismo a mais? Um video que fala desse assunto!!

Somos constantemente confrontados com a ideia de que já há turismo a mais em Portugal. Amarga ilusão. ainda estamos a anos-luz de distância de uma situação dessas. Só existe uma miragem de turismo a mais e em apenas algumas semanas do ano

terça-feira, 7 de maio de 2019

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Mais turistas? Crise da aviação europeia diz-nos que não dá

Fica o primeiro video a "sério" do nosso canal, depois da apresentação no "post" anterior.
Esperamos que divulgue o turismo 3.0 e o canal "arturismo" no YT.


segunda-feira, 1 de abril de 2019

Nova fase da crise da aviação europeia ?

Depois de várias companhias aéreas, LCC ou FSC, depois do atribulado processo Air Berlin, depois de tanta coisa estranha, está aí a Islandesa WOW a dizer adeus aos ares e a Easyjet a dizer olá a prejuízos.

Recorde-se que as grandes LCC viveram de uma bonança que advinha do "boom" do turismo e de petróleo barato. Agora, nem uma coisa nem outra, pelo que a Easyjet anunciou a possibilidade de prejuízos para o primeiro semestre de 2019 na ordem de mais de 300 milhões de euros.

O assustador é o motivo: fraco volume de reservas, não só no último inverno (o inverno IATA acabou há dois dias), mas também a se prolongar pela primavera corrente. O padrão é conhecido por quem trabalha com reservas. As pessoas não estão a reagir sequer às promoções, pelo menos, da maneira que seria normal. Nesse caso, as possibilidades de prejuízo são assustadoramente reais.

Vamos ver como segue a história. Não há, agora, espaço para muito otimismo.

Para mais ajuda, o maior grupo deste continente, a Lufthansa, vê-se a braços com ameaças de greves setoriais para a temporada de verão. Os sindicatos independentes juntam-se aos seus colegas mais influentes nas reivindicações salariais. Isso não são as melhores notícias num quadro que se prevê mais complicado do que foi nos últimos cinco anos.


Precisamente numa altura em que as coisas prometem "aquecer", chegou a altura de anunciar novidades. O vosso blogue turismo 3.0 vai passar a ser também um "vlog". É mais interessante, é mais desafiante, espero que seja agradável para os interessados no turismo. Haverá sempre temas importantes a abordar.

Até breve.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Já são mil e quatrocentos milhões de turistas internacionais


Lembram-se destes dados recentes da Organização Mundial do Turismo das Nações Unidas, através do seu anuário de estatísticas? Pois bem, foram os números de 2018, que são finais. Passou de 1.400 milhões o número de turistas do mundo inteiro que se deslocam (pernoitas) ao estrangeiro, incluindo-se aqui todos os motivos possíveis para a viagem. Não estão incluídos, claro, trabalhadores vizinhos que cruzam fronteiras diariamente, ou mesmo “turistas” que não pernoitam, limitam-se a passar a fronteira vizinha para jantar fora ou mesmo só para beber um café, adquirir bens de consumo mais baratos, etc… se assim não fosse muitos “turistas” portugueses teriam de ser contabilizados só por abastecerem combustível em Ayamonte.

Agora que estamos esclarecidos, há que referir que este número só era esperado em 2020 (previsões anteriores) ao mesmo tempo que se esperava um número bem maior em 2030, cerca de 1.800 milhões. Curiosamente, a previsão de 2020 fica obsoleta dois anos antes e a de 2030 não muda. Mas há quem diga que chegaremos a esse ano distante com dois mil milhões de turistas internacionais. Diga-se que isto significaria um crescimento médio mundial de 3% ao ano para que tal cifra fosse atingida. Pode-se considerar, então, dois mil milhões de turistas um objetivo razoável se nada de muito estranho ocorrer entretanto.

Olhando para o gráfico que publicamos com este texto, é algo razoável atendendo ao que se passou nos últimos anos. O crescimento global do turismo atingiu 5.6% em 2018 contra impressionantes 7% em 2017. Mesmo que ocorra uma “normalização” do crescimento, os ditos 3% ao ano são exequíveis mesmo num quadro de crescimento económico global inferior ao atual. A própria OMT prevê para 2019 um crescimento global entre 3 a 4%. A tendência histórica mostra que em longos períodos, o crescimento do turismo internacional tende a ser superior ao crescimento económico. Isto tem sido verdade não só globalmente mas também por continentes ou regiões.


É curioso verificar as diferenças precisamente entre regiões do mundo: a Europa está em linha com o crescimento global, embora com altos e baixos. Continua a ser dos destinos mais apetitosos para europeus (é fácil e barato ser turista dentro do próprio continente) e para a maioria dos restantes. Deverá, pois, continuar a crescer, embora com números ligeiramente mais modestos. É o regresso à média histórica, o que será normal, tratando-se de um mercado mais “maduro” do que a maioria dos demais. A região Ásia-Pacífico, muito por conta do turismo Chinês está a ultrapassar todas as expetativas, podendo afirmar-se como um “grande” do turismo mundial. Se é verdade que há mais gente a visitar a China, também é verdade que há mais chineses a visitar países estrangeiros, sobretudo naquela região, a qual inclui Austrália e Nova Zelândia. Em breve, o mercado internacional chinês poderá representar mais pessoas do que alemães e britânicos juntos, embora o volume de negócios por cabeça ainda não seja comparável.

As Américas, como tem sido referido por aqui, estão a ser o parente pobre deste crescimento. Mas essa tendência poderá mudar à medida que os EUA recuperam, assim como países latino-americanos que entraram em crise. Para já, nada se veem grandes mudanças de curto prazo, mas a reação será grande por parte dos responsáveis do continente. Por sua vez, a África está finalmente a despontar. Há muito que aqui no nosso blogue falámos de turistas a visitar novos destinos. Não se trata apenas da recuperação da África do mediterrâneo e das ilhas, estamos a falar de destinos completamente novos, como o caso do pequeno Ruanda. Em qualquer caso, a chamada África “negra” tem uma base ainda tão baixa como termo de comparação que qualquer subida tende a ser bombástica. Os dois últimos anos são a prova disso mesmo. Não há dados suficientes sobre o continente que permitam tirar grandes ilações, mas a tendência está muito boa para o longo prazo. Há fortíssimos investimentos hoteleiros em todo o lado, de Cabo Verde às Seychelles, do Egito à África do Sul. Um pouco por todo o lado, tirando as óbvias exceções por razões políticas e militares. Há desigualdades a ter em conta mas, como um todo, é um continente cada vez mais na rota do turismo.

Que dizer da grande surpresa chamada Médio Oriente? Atendendo às circunstâncias, até que o crescimento não era mau de todo, mas o que se teria passado em 2018? 10% de crescimento só pode querer dizer uma coisa: as tensões geopolíticas associadas à região estão a ser substituídas por uma nova esperança, com mais crescimento de negócios, algo que já se reflete nos números das chegadas internacionais. Aquela região é uma caixinha de surpresas, normalmente nem sempre agradáveis, razão pela qual devemos ser cautelosos a efetuar previsões. Tudo pode, ainda assim, correr pelo melhor, surpreendendo-nos positivamente. Fica, pois, o aviso à navegação: a continuar assim, os destinos da Europa do sul e do sol, poderão perder alguns clientes para aquele destino.
Os dados estão lançados. Há condições objetivas para a continuação de crescimento um pouco por todo o lado. Os dois últimos anos, globalmente falando, foram os melhores desde 2010 o que prova que o mundo recuperou definitivamente das crises que o assolaram, sobretudo entre 2008 e 2011. Estes números não são válidos para todas as regiões, mas são um fator de otimismo para o setor das viagens e turismo. Há até países que crescem (no turismo) sem qualquer interrupção desde 2009 como é o caso da Alemanha. Uma nação fortemente industrializada tende a ser esquecida neste contexto, mas o que é facto é que a mesma é muito mais forte do que o cidadão comum pensa, tendo batido recordes sucessivos, ao ponto de se pensar em criar por lá um ministério do turismo. Surpresa? Só para os desatentos.

Também não será surpresa o facto de, dentro do continente europeu, existir uma certa disparidade de números: quando se fala em 5.6% de aumento em 2018, isso não corresponde a toda a europa. A parte ocidental cresce mais do que a oriental com exceção dos países bálticos. O sul cresce mais do que o norte, com esse destaque não só para Portugal, como Espanha e Grécia. Os destinos de sol e praia são sempre apreciados. Estas diferenças no interior do continente deverão, porém, ter tendência para serem atenuados à medida que o destaque dos turistas for migrando para outras formas e experiências. Daí que as grandes cidades, as cidades e locais históricos e outros destinos que proporcionem experiências marcantes têm, em conjunto, condições para ultrapassar o crescimento médio geral.
A surpresa para todos nós é outra: quem está a aumentar mais os gastos em viagens para fora do próprio país? Não são aqueles que a maioria de nós poderia pensar!
Apesar da fraca performance económica dos respetivos países, são os Russos e os Franceses aqueles que mais aumentaram os gastos com viagens ao exterior em 2018, respetivamente em mais 16% e 10%, seguidos dos Australianos, estes com 9% a mais. A seguir, menor surpresa, são os norte-americanos (mais 7%) e os sul-Coreanos (mais 6%). A maioria destes aumentos alimentou as subidas nas próprias regiões. Franceses a gastar muito na Europa ou Coreanos a gastar muito na região Ásia-Pacífico. Já os turistas dos EUA foram mais “globais” nos gastos e os Russos são dos maiores responsáveis pelas subidas (em proveitos) no médio oriente. Recorde-se como quando, recentemente, a Turquia vivia uma implosão, Russos e Sauditas foram uma espécie de “salvadores” desse destino.
Curiosamente, nem sempre o que é bom para um é bom para todos. O que significa isto para Portugal?

Portugal tem hoje várias realidades turísticas que já não podem ser ignoradas. Comecemos pelas ilhas. A experiência de visitar os Açores não será certamente a mesma de quem visita a Madeira. O último era e será um arquipélago tradicional, enquanto o primeiro será sempre um lugar para experiências únicas. O que têm ambos em comum? Poucas coisas. Agora ambas têm voos “low cost”. É mais um exemplo de que, sem eles, não há crescimento explosivo no turismo. O Porto e a região norte sempre tiveram o chamado “turismo galego” em particular e do norte de Espanha em geral. Mas com voos LCC a história é outra. Isso acaba por beneficiar toda a região norte e centro, pois mais gente em viagem significa mais gente à procura de coisas diferentes. Em Lisboa, é marcante o facto de ser a “casa” da TAP. Para não falar de inúmeras outras FSC. Mas nada disso seria completo sem a ajuda dos voos de baixo custo. Os negócios que se desenvolvem na capital e arredores não teriam a alavancagem atual sem o número de voos e pessoas que utilizam o aeroporto. Aliás, nem a Portela ficaria obsoleta rapidamente. Até o Alentejo já merece uma palavra. A parte da região mais próxima de Lisboa, tal como as partes raianas há muito que despontaram o interesse de turistas e investidores. De momento, tudo leva a crer que é uma tendência ainda com pernas para andar. Se é uma moda passageira como a dos “montes alentejanos” de fim-de-semana, é algo que só o futuro dirá de sua justiça.

O Algarve é hoje a realidade mais problemática. Alvo de enormes investimentos ao nível de empreendimentos de toda a espécie e categoria aos quais acrescem impressionantes investimentos em AL (mais de 31 mil licenças emitidas na região nesta data), repartindo-se por apartamentos, moradias e outros, a região está mais sujeita aos perigos de um arrefecimento da economia ou do “desvio” de turistas para outras paragens. Quando existem investimentos a contar com um certo crescimento médio anual, é bom que ele ocorra mesmo, caso contrário, a faturação estagna ou sobe residualmente causando aquele desconforto do bolo que tem de ser dividido por mais convivas do que o previsto. O passado recente já mostrou o que pode acontecer em caso de investimentos desajustados, pendurados em demasiado crédito. Os ativos caem nas mãos de fundos de recuperação, situação que não é ideal para a estabilidade dos ditos empreendimentos. Ainda assim, é bem melhor do que portas fechadas. Com a explosão do AL, como irá o mercado reagir a uma baixa do crescimento ou mesmo a uma estagnação do mesmo? Essa experiência é um mundo totalmente novo para todos. A grande incógnita é mesmo essa: como será a reação a uma realidade em que o mercado só cresce a 3% ao ano e a oferta cresce a níveis superiores? Iremos assistir a uma baixa generalizada de preços e qualidade? A uma guerra de preços entre certos empreendimentos e AL?

A grande realidade é que, apesar de crescimentos ditos “explosivos”, o número de dormidas só cresceu cerca de 2% em 2018, enquanto o RevPar sobe pouco acima de 1.5%. Isto mostra que o número médio de dormidas continua na tendência contrária à ideal e mostra também o facto a que aludíamos atrás, mais quartos disponíveis na totalidade podem significar uma queda média de preços. As primeiras indicações para 2019 mostram que além do fim do “boom” poderemos assistir a uma estagnação das dormidas e a uma diminuição importante do crescimento das receitas.
Em suma: o turismo é um setor de crescimento de longo prazo, como todos sabemos, mas teremos mesmo nuvens negras no curto prazo, sobretudo nos destinos mais maduros.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Ainda sobre a dissimulada taxa de estadia....

Este assunto dá pano para mangas. O tópico que fizemos sobre o mesmo foi longo, mas havia que apresentar alguns argumentos pertinentes contra a mesma, alguns já amplamente debatidos, outros nem tanto. Há sempre a necessidade de se ir ao fundo da questão.
E a questão da legalidade?
Houve uma tentativa de taxa em Lisboa, a da proteção civil, que foi "chumbada" pelo Tribunal Constitucional, de modo que houve até devoluções de verbas já cobradas aos contribuintes.

E esta taxa turística (estadia)? Poderá seguir o mesmo caminho? Há já queixas no ar!
Como não somos juristas nem temos qualquer pretensão a sê-lo, nem queremos enveredar para a asneira e para a boçalidade, vamos socorrer-nos de um brilhante artigo já com dez meses mas sempre muito pertinente e útil de Vital Moreira, figura acima de toda a suspeita, quando se trata de assuntos que podem ferir a letra e o espírito da Constituição.
Para quem nunca leu, fica aqui a ligação à web do dinheiro vivo.pt

https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/opiniao-nem-taxa-nem-turistica

Para que os nossos autarcas e respetivos séquitos possam refletir em consciência!!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Flyzoo Hotel - China - uma nova experiência

Para quem não sabe, o grupo Alibaba é o gigante chinês e mundial do comércio eletrónico.
Muito bem, o investimento hoteleiro mais moderno do gigantesco grupo é o hotel FlyZoo, na cidade de Hangzhou, num total de 290 quartos.
O que é que isto de especial?
Aparentemente, nada, mas se dissermos que esta unidade é a incubadora de uma nova experiência de robotização e inteligência artificial direcionada para unidades hoteleiras, do grupo e não só, as coisas mudam de figurino.
A finalidade é a de se saber a reação dos hóspedes a este modelo de hotelaria, com cada vez menor intervenção humana, num mercado onde o consumidor assume rapidamente toda e qualquer inovação tecnológica. Sabe-se que no Japão este tipo de experiência deu resultados "nim". Uns a favor, outros contra. Na China e noutros locais poderá ser diferente.
Gostaria de receber toalhas limpas e "cocktails" de um robot em forma de aspirador ?

Veja esta reportagem fantástica da Reuters (só os primeiros minutos do video abaixo)
https://www.reuters.tv/v/PXa2/2019/01/23/alibaba-s-new-hotel-runs-on-robot-hospitality

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Uma Rosa e muitos espinhos ou a taxa do nosso descontentamento


Muito já se falou sobre a introdução de uma taxa turística no Algarve, sabe-se há muito que foi em sede de reunião da associação de municípios do Algarve que a decisão foi tomada mas não foi unânime pois desde o início o município de Silves não apoiou nem gostou da decisão, fazendo logo constar que não pensa sequer em introduzi-la no seu próprio concelho. Pode-se dizer, claro, que o facto da Câmara Municipal de Silves ser liderada por um partido político (neste caso coligação) que é uma exceção à regra, uma vez que no Algarve todos os outros concelhos são liderados pelo PS e pelo PSD, estaria a tentar fazer política “politiqueira” à conta desta questão, mas também se pode dizer que o concelho de Silves está a tentar reabilitar um pouco a sua imagem através da não aplicação da taxa, recuperando assim Armação de Pera como um importante destino, além de chamar a atenção para o interior do concelho, zona também com potencial para se afirmar como destino de investimentos. Como tal, a taxa turística não seria uma boa ideia. Parabéns a Silves, ditos por quem nem sequer é apoiante dessa coligação ou de outros partidos.

Independentemente dessa dissonância entre essa cidade e o resto da região, é preciso dizer que a taxa turística só foi pensada por cá não pelo facto de ela já existir nalguns países, mas apenas (mais uma vez isto é o típico português) só porque Lisboa e, posteriormente, o Porto a introduziram. Simples assim. Não é que o valor pensado para a mesma, de € 1,00 (valor mínimo) por dormida a cobrar durante apenas um certo número de noites da estadia (pelo menos 5 a 7 noites, talvez de março a outubro), seja algo caro ou inibidor para os turistas. A questão aqui nada tem a ver com o preço, com o valor da taxa por assim dizer.

A problemática surge devido ao sinal que estamos a passar para fora, leia-se para os turistas individuais, para os operadores, enfim, para os envolvidos no chamado “trade” turístico.
Basta fazer uma pesquisa na internet para chegarmos à conclusão que, por exemplo, muitos dos turistas britânicos que visitam destinos um pouco por toda a Europa não gostam da ideia da taxa turística, causando até uma certa confusão a maneira como ela é paga. Este exemplo não é o único, claro, há mais exemplos de pessoas que estranham, pois já pagam muitas “alcavalas” só pelo simples ato de viajar. Sabemos muito bem que a taxa turística foi uma criação de cidades e regiões que necessitavam claramente de sinalizar que muitos dos seus residentes estavam “fartos” de turistas e tinham até razões para isso. Os grandes exemplos são mesmo Paris, Barcelona, Amesterdão e a massacrada Veneza, só para citar os mais emblemáticos. Obviamente que estas e outras cidades com dinâmicas económicas que não passam só pelo turismo, como sucede na maioria das capitais europeias, também poderão introduzir essa taxa (ou já o fizeram), até para demostrar aos próprios residentes que as autoridades estão atentas e que não desejam que a sua cidade se torne uma espécie de Disneylândia. Nestes casos, ainda que a muito custo, poder-se-á entender a aplicação deste tributo. Ainda assim, as taxas não resolveram nenhum problema relacionado com o “overcrowding”, o que já de si diz bem da utilidade das mesmas…

Só que a grande questão para nós é outra, completamente à margem. O que é que nós no Algarve temos a ver com o que atrás foi dito? Porque é que nós temos que ser eternamente uma espécie de “Maria-vai-com-as-outras”? Podemos nós, porventura, nos compararmos a grandes cidades que têm diferentes fatores de atratividade económica e social e, como tal, vivem bem sem turistas e não necessitam claramente desses possíveis exageros? Seremos nós no Algarve uma espécie de arquipélago ecologicamente sensível, em perigo, que deve evitar e restringir o turismo? A esse propósito, ainda recentemente observámos como os municípios apoiaram os contestatários à exploração do petróleo no Algarve, contestação essa que se aceita perfeitamente por poder, potencialmente, colocar em causa o atual “status quo” económico e social da região ou de uma parte da mesma. Assim sendo, que sentido faz declarar “amor ao turismo” para depois se tomar uma medida que sinaliza exatamente o contrário?

A grande utilidade da taxa turística não é, ao contrário do que se diz, a da obtenção de verbas para ajudar a sustentabilidade ambiental do local A ou B. Ou para compensar custos acrescidos por via do aumento do movimento de pessoas. Nem sequer para grandes eventos culturais dedicados à época balnear. Veja-se o que Lisboa fez. Investiu em obras de um monumento nacional, algo que não lhe cabia, pois tal deveria ficar a cargo da administração central. Desviou verbas para o palácio nacional da Ajuda, só para dar um pequeno exemplo. Para não falar do financiamento da Web Summit. A grande verdade é que este tipo de atitude já vinha de fora. Na sequência das crises financeiras, que como todos recordamos, ocorreram na Europa, muitos municípios aproveitaram para introduzir a taxa turística, a qual serviu para cobrir défices excessivos como, por exemplo, sucedeu na Croácia. Por conta da introdução da mesma em Dubrovnik (eis um destino “massacrado”), outras localidades aproveitaram a boleia e fizeram o mesmo. Infelizmente, os exemplos de fora são claros: a taxa nunca serviu para melhorar a experiência do turista ao visitar determinada cidade ou região, mas sim para ajudar a fechar o “gap” das contas públicas.

É, pois, claro como a água: sem taxa turística em Lisboa, não teria a mesma sido introduzida no Porto e não teria sequer sido assunto ou tema de discussão no Algarve.

Ainda que se pudesse aceitar a taxa como apenas “mais uma” de muitas, teríamos sempre de discutir o problema nuclear e que é o seguinte: não devemos nunca, mas nunca, no Algarve dar esse péssimo sinal de que achamos que temos “turismo a mais”. É um erro, sim, logo agora que outros destinos de sol e praia estão a recuperar e bem. Isto significa que o Algarve terá seguramente grandes dificuldades em crescer como tem ocorrido nos últimos anos, situação que já se verificou em 2018 (aguardamos os números finais, mas já há quedas importantes no turismo britânico, só para dar um exemplo) e que se poderá evidenciar em 2019. Agora, os grandes operadores turísticos (e não só) estão claramente a tentar desviar os turistas de Portugal e Espanha para destinos mais baratos, mais concorrenciais na relação qualidade/preço, situação visível pelo regresso à ribalta dos destinos Tunísia, Egito ou Turquia (este é realmente barato para os europeus), isto para não falar da Grécia, da Croácia e muitos outros exemplos dentro e fora da Europa. Numa hora de incertezas e maior instabilidade global será legítimo começar a cobrar uma nova taxa exatamente numa altura em que poderemos ter dificuldades em crescer ou mesmo não crescer? O Algarve, em 2018, como dissemos, já não terá crescido por aí além em número de visitantes. Em alguns casos as receitas e os lucros de muitas unidades hoteleiras já terão até diminuído. Não parece, pois, nada prudente introduzir esse tipo de tributo. Se os autarcas soubessem como é enervante para os turistas o pagamento, por exemplo, de portagens como as da A22, certamente pensariam melhor sobre tudo isto.

Ainda por cima, apesar de, teoricamente, ser o turista a pagar a taxa, o que se verifica na realidade é algo diferente. Na prática, será sempre o empresário que a sustenta porque nenhum proprietário de estabelecimentos de dormidas vai deixar que a mesma inflacione os preços no atual ambiente de elevada concorrência, sobretudo os de pequenos estabelecimentos “low cost” (para não falar da burocracia, pois o empresário é que cobra, mas o município é que beneficia). Se a dormida for de €49,00 por noite, a mesma passará a ser de €48,00 para que o preço final não passe dos mesmos quarenta nove euros originais. Em todo o caso, ainda que seja mesmo o turista a pagar e caso ele tenha uma estadia de 5 noites, serão sempre mais cinco euros (pelo menos, pode ser mais) a sair da esfera dos privados a favor do Estado. Há que não esquecer que os municípios também são Estado. Numa época em que a política oficial do Governo e da maioria que o sustenta é a progressiva (ainda que lenta) devolução de rendimentos às pessoas (e também às empresas), fará sentido extrair dos privados mais uns milhões de euros por ano? É uma contradição! Neste Algarve tão sazonal quaisquer verbas retiradas das mãos dos empreendedores podem ser prejudiciais ao andamento e desenvolvimento dos respetivos negócios.

Por outro lado, este tributo levará inevitavelmente a diversas injustiças, sendo importante dar alguns exemplos para reflexão.

Desde logo, o nome é bem enganador. Isto não é uma taxa turística, mas sim uma taxa de estadia, começando logo por ser uma grande injustiça (Veneza é que tem uma verdadeira taxa turística pois é cobrada pelo ato de visitar a zona histórica). Porque é que os fornecedores de alojamento é que têm de cobrar estas verbas quando a presença de turistas beneficia todo o tipo de negócios de uma região como a nossa? Os turistas não se alojam e desaparecem. Eles usaram transportes para cá chegarem, na maioria das vezes dois ou três meios de transporte. Também vão a restaurantes e/ou outros estabelecimentos congéneres. Muitos também consomem diversas experiências um pouco por todo o lado. Isto significa que a taxa é escusada pois os turistas já estão a pagar impostos bem pesados através do seu consumo de bens e serviços. Além do mais, quando um Hotel paga a conta da água está a pagar aos municípios toda a sorte de serviços inerentes à referida conta, a qual não existiria se não fossem esses hóspedes. Por outro lado, temos a questão da definição legal de turista. Sendo apenas as estadias até 30 dias consideradas “turísticas”, só estas é que vão pagar (até x dias de estadia) a dita taxa. Um “turista” que passe uma temporada, digamos, 90 dias através de um serviço de aluguer de média duração já não será considerado turista para este efeito, apesar de, legalmente, o ser. E se for daqueles cidadãos do Espaço Schengen que ficam o tempo que querem, ainda mais gritante se torna. Ao mesmo tempo, quem vai cobrar esta malfadada taxa aos milhares de autocaravanistas que se encontram no Algarve todos os anos, com destaque para a atual época do frio? É que estes cidadãos representam milhares de noites de estadia incobráveis, já que não passam nenhuma noite em alojamentos legalizados. Ou seja, turistas de baixo valor acrescentado para o destino Algarve são beneficiados pela própria natureza das circunstâncias. Injusto. Também há que ver a questão do cidadão residente alojado em unidades hoteleiras. Confuso? Não. Basta pensarmos nas milhares de dormidas anuais de funcionários públicos ou trabalhadores privados de fora da região que vêm ao Algarve a trabalho ou por outro motivo não turístico. Além do Algarvio de Aljezur ou de Alcoutim que vai dormir uma noite num alojamento em Faro devido a uma consulta matinal de especialidade no hospital local. Injusto. Finalmente, para não alongar muito os exemplos, que dizer da fórmula de cobrança? Só vai recolher e entregar a taxa o empresário honesto e cumpridor que paga tudo só por respirar. Os eternos prevaricadores que já fogem de outros impostos e taxas (de certeza que ainda existem) também vão conseguir fugir deste tributo. Duplamente injusto. Em suma, é uma taxa de estadia, não é paga por todos e acaba por ser paga também por quem não deveria ter de fazê-lo. Ao mesmo tempo, faz muita confusão pensar que concelhos como Monchique, Alcoutim ou S. Brás, só para citar alguns, alinham nisto. A sério? Têm estes concelhos tantas dormidas ao ponto de querer afastar as pessoas? Concelhos existem nesta região que têm visitantes só em passeio, situação que não corresponde a nenhuma dormida. Cruel.

Por outro lado, há que desmontar a tese de que se trata só de “mais um euro ou dois”, algo que não impacta as contas de ninguém. Isso é como começa… mas não sabemos como acaba. Lisboa é o primeiro exemplo. Ainda agora introduziu a taxa mas já está a aumentar o seu valor. O mesmo ocorre um pouco por todo o lado. Tempos houve em que Amesterdão só cobrava uns míseros euros por dia. Hoje, nos bairros do centro velho da cidade a taxa já subiu para 7% do valor total da dormida. Sim, leu bem, não há engano. Quem quiser pagar bem menos, vá dormir para alojamentos da periferia. E assim, não se sabe como estas coisas acabam. Na Nova Zelândia foram ao absurdo: introduziram a taxa para todos, exceto para os vizinhos Australianos, os quais são dos principais emissores de turistas. Estranho? É o que acontece quando se abre a caixa de pandora.

Como se toda esta argumentação não bastasse, vale a pena refletir tal como fizeram “think tanks” da Malásia, que criticaram abertamente a taxa mesmo sabendo que se trata de um país pobre cujo Estado necessita de receitas. Dado que a taxa está a ser “vendida” como algo que vai “compensar” os efeitos da pressão turística, ela nada mais é do que mais uma “taxa do pecado”. Para quem não conhece, este conceito até é antigo, tendo surgido a propósito dos impostos especiais sobre o tabaco, as bebidas alcoólicas, sobre produtos derivados de petróleo, sobre itens açucarados, para não falar de outros tributos ambientais, etc… a filosofia é a mesma. Quem peca mais, paga mais. Neste caso, o “pecaminoso” é o turista que tem de pagar por consumir as nossas infraestruturas, os nossos recursos, tal como o fumador paga mais por, garantidamente, exaurir mais recursos dos serviços públicos de Saúde. Ora, como já vimos, se esse argumento ainda poderá ter alguma validade (duvidosa) em certos centros urbanos do mundo, nada disso se pode aplicar ao Algarve. Nem no mais delirante pensamento. Se não forem os turistas a “consumir os nossos recursos e infraestruturas”, a quem é que eles se destinam? A meia-dúzia de idosos (somos uma população envelhecida) e uma dúzia de funcionários do Estado? Poderá haver melhor exemplo do que aquilo que se passa no mês de Janeiro? Um Algarve semi-moribundo, parado, desesperado à espera de turistas. Uma população desocupada ou num esquema de emigração de curto prazo. O que seria hoje o Algarve sem esses “gastadores dos nossos recursos e infraestruturas”? Os antigos diziam e bem: nunca mordas a mão que te dá de comer!

Poderíamos ir mais além, mas não é necessário, pois outros já apresentaram diferentes argumentos. Por isto e muito mais, no nosso caso regional, há que dizer com todas as letras: não à taxa de estadia mascarada de taxa turística no Algarve!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Um sucesso em continuidade, mas já aparecem nuvens negras

(Regressamos após longa ausência, pela qual nos desculpamos)


Antes de mais uma das muitas projeções para o turismo em 2019, vale a pena rever a continuação do sucesso mundial do turismo em 2018 – em praticamente todo o lado se excederam as expetativas, embora haja exceções, as quais deverão passar por mercados como o dos EUA, mas isso vamos guardar para outras núpcias. Lá para Março poderemos ter uma melhor ideia sobre os números finais. Do que se depreende, pelos três primeiros trimestres de 2018, tivemos em quase todo o lado um aumento de receitas gerais, embora com segmentos mais lucrativos do que outros. Ainda assim, nada de conclusões precipitadas.

Existe algo que se pode facilmente afirmar, tendo em conta os números dos últimos anos. Após os altos e baixos verificados entre 2008 e 2014 (que ainda assim não impediram um crescimento global do mercado de viagens e turismo), ocorreu um enorme “boom” entre Março de 2015 e Setembro de 2017. Voltamos a esclarecer que esta é uma contagem global, pelo que fenómenos localizados de crise (tipo Turquia) por esta ou por aquela razão não são tidos em conta. A maioria das regiões turísticas ibéricas, beneficiando dessas crises localizadas (mais uma vez) até participou fortemente no crescimento desses dois anos e meio de ouro. Há que acrescentar que ao se falar em “boom” naquele período, não quer dizer que antes ou depois do mesmo se fale em crise. Nem de perto nem de longe. Pode-se falar do regresso a um crescimento mais de acordo com a média histórica. Aquele não foi um período normal. Aliás, esses períodos são sempre excecionais, embora a sua extensão temporal leve a crer que as coisas vão ficar assim para todo o sempre. A velha frase “desta vez é diferente” não deixa de induzir em erro os menos experientes. Os períodos de euforia são raros, mas historicamente persistentes e, infelizmente, acabam. O que é bom sempre acaba. A boa notícia é: nem sempre o fim de um “boom” significa crise ou recessão. Pode levar a um período de maiores dificuldades e desafios que serve até para a correção dos excessos do período anterior. Mas isso não é necessariamente sinal de fim de festa. É, na maioria das vezes, um período de ressaca da própria festa. Naquele período, com crescimentos nalguns casos superiores a 10% ao ano (em relação ao período homólogo anterior), a festa foi grossa. Permitiu que muitos projetos saíssem do papel, permitiu a reposição da liquidez para muitos agentes com dificuldades de acesso fácil ao capital, permitiu, sobretudo, algo muito mais importante, a recuperação da confiança (tantas vezes) perdida.

Um sucesso em continuidade, com muita satisfação para dar e vender.

A nível mundial, quer em 2017 quer em 2018, viajaram pelo menos uma vez ao ano para um país estrangeiro mais de mil e trezentos milhões de seres humanos, em qualquer dos anos um aumento de 6% ou mais, em relação ao ano anterior. Ainda há pouco tempo, o mercado comemorava o número mágico de mil milhões. Provavelmente teremos, antes de 2030, cerca de dois milhões de pessoas a viajar em férias para países estrangeiros. A maioria desse crescimento impressionante está a ser, e deverá assim continuar, oriundo da região Ásia-Pacífico. Tal não significa que o resto do mundo esteja em estagnação. Trata-se apenas de diferenças normais entre aquela e as restantes zonas. Normais devido à óbvia divergência entre a velocidade dos respetivos ritmos de crescimento económico. Nenhuma previsão deve acertar em cheio, sobretudo devido a fatores imponderáveis, mas, à luz do que sabemos agora, devemos levar esta previsão em boa conta.
Isto não significa, porém, que os ditos imponderáveis não tenham o seu peso numa análise fria do mercado de viagens e turismo. Este mercado sempre foi afetado negativamente por fenómenos surpreendentes. Que o digam destinos como a Tunísia, Egito ou Turquia, só para citar os mais falados. Ironicamente, o retorno dos turistas aos mencionados destinos está a ser uma realidade, sendo já um fator de preocupação para os ibéricos.

É por isso que este sucesso estrondoso em destinos como Portugal, poderá ser ensombrado por algumas nuvens negras que estão no horizonte.

Desde logo, facto incontornável, a diminuição do crescimento das economias do mundo ocidental. Não quer dizer que as restantes não apresentem igualmente problemas, mas falo destas por se tratarem dos países emissores de turistas para Portugal na sua larga maioria (mais de 95%). Isso deverá implicar um travão no crescimento a que nos habituámos ou mesmo uma certa estagnação. O atual quadro de incertezas na União Europeia (nervosismo social) com destaque para a situação do Reino Unido (Brexit) poderá ser uma “pedra no sapato” para os destinos Algarve e Madeira. No caso do Algarve, poderá obrigar a uma contração (ou estagnação) de preços dos voos, dos extras e até do alojamento. Poderá afetar mesmo as vendas de alimentação e bebidas e de outro tipos de experiências. Vendo bem, num quadro de crise, mesmo quem viaja para o estrangeiro acaba por poupar mais dinheiro do que num quadro de normalidade. No caso dos voos “low cost” não se prevê qualquer tipo de inflação uma vez que o preço do petróleo está a níveis bem favoráveis. Isso é bom. Mas o que é bom para nós também o é para a concorrência. O “low cost” alimentado por combustível barato leva a que seja possível agora viajar em conta para destinos fora da Europa, precisamente com origem em mercados que nos interessam, como o britânico, o alemão ou mesmo o nórdico. O petróleo barato é, ironicamente, mau para o nosso destino, pois permite o surgimento do “super low-cost”. Voos baratos destinados a locais geograficamente mais distantes do centro da Europa. Eis uma realidade a que nos teremos de adaptar, uma das tais nuvens negras.
Além disso, há um retorno evidente a destinos que, recentemente, estiveram em crise, sendo que alguns deles estão a nos ultrapassar em termos de relação qualidade / preço. Se é verdade que a questão da segurança sempre terá muito peso no segmento Sol e Praia, também é verdade que a política de preços não lhe fica nada a dever. A acrescentar a este retorno a destinos que estiveram “out” durante algum tempo, temos novos destinos a entrarem em concorrência direta. Isso deverá ser prejudicial aos destinos mais “maduros”, como o nosso. Finalmente, um fenómeno muito desprezado, mas que não deixa de ser uma realidade tão esquecida: os destinos muito procurados, beneficiários do referido “boom” também têm momentos de “cansaço”. O que significa isto?
O cansaço advém da psicologia (normal) do viajante / turista. Após viagens consecutivas ou interpoladas ao mesmo destino, a tendência é a de procurar conhecer outros destinos. Há até uma faixa significativa de turistas que jamais repete um destino ou que só regressa a um destino com maior frequência após se aposentar. Neste caso, porém, estamos a falar dos clientes habituais ou semi-habituais de um destino. Até estes turistas têm a tendência de, por vezes, sem nunca abandonarem a intenção de voltar ao seu destino predileto, procurarem novas experiências, quer em destinos semelhantes, quer noutros totalmente diferentes. Estas pessoas voltarão sempre a “casa”, muitas vezes à mesma cidade, aos mesmos restaurantes e alojamentos, mas a tendência atual é a de, aqui e ali, procurarem conhecer outras coisas. Em resumo, fidelidade sim, mas não a 100% como ocorre com algumas pessoas. É mais uma forma de se entender o conceito do cansaço de um destino.
Por outro lado, a busca por novas experiências deve ser motivo de reflexão. O mundo das “viagens já viajadas” tem destas ironias. O consumidor procura avidamente experiências. Isso já todos sabemos. A questão é o esquecimento das consequências diretas: quando um destino de “sol e praia” tem poucas opções de experiências marcantes, a tendência é a busca por um destino semelhante que ofereça mais e melhores experiências. E quando falamos em experiências, há a tendência para a asneira: muitos procuram oferecer algo de mirabolante quando o correto seria, nesse campo, o “back to basics” com qualidade e autenticidade.

As nuvens negras já causam mesmo alguns arrepios. Os investimentos de AL, sobretudo em Lisboa e no litoral algarvio, já começam a não se pagar a eles próprios. Vários proprietários tentam mesmo regressar ao arrendamento clássico. Algumas unidades hoteleiras devem fechar o ano sem crescimento de lucros, situação oposta à de anos anteriores.
Acreditamos no sucesso e no crescimento, mas não se deve negar os sinais e as evidências. Os próximos tempos serão tempos de desafios e mais dificuldades. Na verdade nunca houve facilidades. O que houve foi um crescimento tão acelerado e rápido que levou a uma certa ilusão e euforia...

domingo, 31 de dezembro de 2017

O mundo do turismo em grande para 2018

Saudando todos os leitores nesta época festiva e para comemorar mais um ano de sucesso no turismo mundial, esperando que o crescimento se mantenha com muita força, fica um enorme bem haja a todos.

Há um ano atrás, para celebrar o novo ano, tínhamos uma imagem linda com os "slogans" de promoção turística de todos os países que têm esse tipo de mote.
Este ano fica outro gráfico, cortesia tnooz.com/mozio, mostrando quão complexo é o mundo dos viajantes na hora de programar uma viagem. Confuso? Vamos falar muito disto por aqui...
O nosso blogue esteve um tanto ou quanto parado, mas virão boas novidades em 2018. Fique ligado.

domingo, 10 de dezembro de 2017

World Travel Awards 2017 - os vencedores

E aí está a grande gala final do "World Travel Awards 2017" realizada em Phu Quoc no Vietname, com mais uma vitória para Portugal. O evento realizou-se no belíssimo Emerald Bay, hoje, parte integrante da Marriott: www.marriott.com/hotels/travel/pqcjw-jw-marriott-phu-quoc-emerald-bay-resort-and-spa  tendo sido mais uma organização de sucesso. No tópico anterior, tínhamos abordado a recente edição europeia dos prémios em São Petersburgo.
O Vietname mostrou ao mundo que é, não só um destino emergente, mas uma terra com potencialidade e capacidade. Ainda bem. Neste "blog" não se promove a inveja, mas antes a satisfação potencializada pela qualidade e pela capacidade.
O destino líder de 2017 é Portugal, como já todos viram e ouviram na TV.
O Turismo de Portugal é a entidade do género premiada também a nível mundial e a cidade de Lisboa ganha como melhor "city break". Os Parques de Sintra ganham na categoria dedicada à conservação. Este ponto merece-nos um destaque especial: há pessoas "escondidas" que muito trabalham para a qualidade do turismo sem que disso beneficiem tanto quanto deveriam. Um ponto a refletir.
Resultado final: a procura por Portugal continuará e ainda não chegaremos a um ponto em que Portugal se tornará um "destino cansado". Haveremos de falar nisso muito em breve. As perspetivas para o futuro próximo seguem muito positivas. Há que continuar a fazer mais e melhor para garantir um bom futuro, não só imediato, mas a longo prazo.

Por agora, fica o quadro de honra desta cerimónia. Chamamos a atenção para um detalhe: a crescente força e importância do médio oriente e da Ásia/Pacífico na realidade do turismo mundial. E não vai parar por aqui.
Parabéns a todos os vencedores.

World's Leading Adventure Tour Operator 2017Mantis Extreme
World's Leading Adventure Tourism Destination 2017Chile
World's Leading Air Travel Service Provider 2017Swissport
World's Leading Airline 2017Singapore Airlines
World's Leading Airline - Business Class 2017Hainan Airlines
World's Leading Airline - Economy Class 2017Oman Air
World's Leading Airline - First Class 2017Emirates
World's Leading Airline - Premium Economy Class 2017Vietnam Airlines
World's Leading Airline Alliance 2017Oneworld
World's Leading Airline Brand 2017Aeroflot - Russian Airlines
World's Leading Airline Inflight Entertainment 2017Hainan Airlines
World's Leading Airline Rewards Programme 2017Emirates - Skywards
World's Leading Airline to the Indian Ocean 2017SriLankan Airlines
World's Leading Airport 2017Changi Airport, Singapore
World's Leading Airport Hotel 2017Hilton London Heathrow Airport, England
World's Leading Airport Lounge - Business Class 2017Hainan Airlines International Lounge @ Beijing Capital International Airport, China
World's Leading Airport Lounge - First Class 2017GVK Lounge International by TFS Performa @ Chhatrapati Shivaji International Airport, Mumbai, India
World's Leading Airport Resort 2017Hulhule Island Hotel, Maldives
World's Leading All Suite Hotel 2017Amandari, Bali, Indonesia
World's Leading All-Inclusive Company 2017Sandals Resorts International
World's Leading All-Inclusive Family Resort Brand 2017Beaches Resorts
World's Leading All-Inclusive Resort 2017Sandals LaSource Grenada Resort & Spa
World's Leading Apartment Hotel 2017JA Oasis Beach Tower, Dubai, UAE
World's Leading Beach & Casino Resort 2017Mazagan Beach & Golf Resort, Morocco
World's Leading Beach Destination 2017Galapagos Islands, Ecuador
World's Leading Beach Resort 2017Andilana Beach Resort, Madagascar
World's Leading Boutique All Suite Hotel 2017Hotel Les Ottomans, Turkey
World's Leading Boutique Cruise 2017Zambezi Queen
World's Leading Boutique Hotel 2017Saxon Hotel, Villas and Spa, South Africa
World's Leading Boutique Hotel Brand 2017Small Luxury Hotels of the World
World's Leading Boutique Resort 2017Charming Luxury Lodge & Private Spa, Argentina
World's Leading Boutique Villa Resort 2017Eagles Nest, New Zealand
World's Leading Budget Hotel Brand 2017Citymax Hotels
World's Leading Business & Conference Hotel 2017The St. Regis Doha, Qatar
World's Leading Business Car Rental Company 2017Sixt
World's Leading Business Hotel 2017Grosvenor House Dubai, United Arab Emirates
World's Leading Business Hotel Brand 2017Rotana Hotels
World's Leading Business Travel Agency 2017American Express
World's Leading Business Travel Destination 2017Hong Kong
World's Leading Cabin Crew 2017Hainan Airlines
World's Leading Car Rental Company 2017Hertz
World's Leading Caribbean Attraction Company 2017Island Routes Caribbean Adventures
World's Leading Casino Resort 2017Wynn Las Vegas, Nevada, USA
World's Leading Charter Airline 2017Thomas Cook Airlines
World's Leading City Break Destination 2017Lisbon, Portugal
World's Leading City Destination 2017Saint-Petersburg, Russia
World's Leading City Hotel 2017Grosvenor House, A JW Marriott Hotel, England
World's Leading City Tourist Board 2017Miami Beach Visitor and Convention Authority
World's Leading Classic Hotel 2017DUKES London, England
World's Leading Conference Hotel 2017Emirates Palace, Abu Dhabi, UAE
World's Leading Conservation Company 2017Parques de Sintra - Monte da Lua, Portugal
World's Leading Corporate Hotel Brand 2017Millennium & Copthorne
World's Leading Corporate Resort 2017Beach Rotana, Abu Dhabi
World's Leading Cruise Brand 2017Royal Caribbean International
World's Leading Cruise Destination 2017Jamaica
World's Leading Cruise Line 2017Norwegian Cruise Line
World's Leading Cruise Port 2017Mina Rashid, Dubai
World's Leading Cruise Travel Agent 2017Cruise.co.uk
World's Leading Culinary Destination 2017Peru
World's Leading Cultural Airline 2017Vietnam Airlines
World's Leading Cultural City Destination 2017Saint Petersburg, Russia
World's Leading Cultural Destination 2017Bolivia
World's Leading Curated Travel Company 2017Rovia
World's Leading Desert Resort 2017Bab Al Shams Desert Resort & Spa, Dubai, United Arab Emirates
World's Leading Design Hotel 2017Armani Hotel Dubai, UAE
World's Leading Destination 2017Portugal
World's Leading Destination Management Company 2017Akquasun
World's Leading Dive Destination 2017Maldives
World's Leading Dive Resort 2017Constance Moofushi, Maldives
World's Leading Eco-Lodge 2017Aristi Mountain Resort & Villas, Greece
World's Leading Entertainment Resort Brand 2017All-Inclusive Hard Rock Hotels
World's Leading Excellence Inflight Service 2017Hainan Airlines
World's Leading Exclusive Private Island 2017Thanda Island, Tanzania
World's Leading Exclusive Retreat 2017Lake Kora, New York, USA
World's Leading Executive Club Lounge 2017Club InterContinental @ InterContinental Sydney, Australia
World's Leading Experiential Luxury Property 2017Annandale, New Zealand
World's Leading Extreme Adventure 2017Bear Grylls Survival Academy
World's Leading Family Resort 2017RIMBA Jimbaran Bali by AYANA, Indonesia
World's Leading Ferry Operator 2017DFDS
World's Leading Festival & Event Destination 2017Dubai
World's Leading Fine Dining Hotel Restaurant 2017La Maison 1888 @ InterContinental Danang Sun Peninsula Resort, Vietnam
World's Leading Fully Integrated Resort 2017Cornelia Diamond Golf Resort & Spa, Turkey
World's Leading Glamping Operator 2017Hayward's Safaris
World's Leading Green Cruise Line 2017Star Clippers
World's Leading Green Destination 2017Ecuador
World's Leading Green Hotel 2017Finch Bay Galapagos Hotel, Ecuador
World's Leading Green Resort 2017Anantara Hua Hin Resort, Thailand
World's Leading Green Tour Operator 2017Costa Rica Expeditions
World's Leading Green Transport Solution Company 2017Europcar
World's Leading Group Tour Operator 2017Vietravel
World's Leading Heritage Hotel 2017Ciragan Palace Kempinski Istanbul, Turkey
World's Leading Honeymoon Destination 2017Maldives
World's Leading Honeymoon Resort 2017JW Marriott Venice Resort & Spa, Italy
World's Leading Hospitality Development Company 2017Katara Hospitality
World's Leading Hotel 2017The Oberoi Udaivilas, India
World's Leading Hotel Alliance 2017Leading Hotels of the World
World's Leading Hotel Beach Villas 2017Beachfront Villas @ One&Only The Palm, Dubai
World's Leading Hotel Brand 2017InterContinental Hotels & Resorts
World's Leading Hotel Dining & Entertainment Experience 2017The Venetian Macao-Resort-Hotel
World's Leading Hotel Loyalty Programme 2017Hilton Honors
World's Leading Hotel Penthouse 2017Penthouses @ Kempinski Hotel & Residences Palm Jumeirah, Dubai, UAE
World's Leading Hotel Residences 2017W Doha Hotel & Residences, Qatar
World's Leading Hotel Service Award 2017Fairmont Dubai, United Arab Emirates
World's Leading Hotel Suite 2017The Katara Suite @ Excelsior Hotel Gallia, Italy
World's Leading Ice Hotel 2017ICEHOTEL, Sweden
World's Leading In-house Hotel Magazine 2017Maradiva Magazine
World's Leading Inflight Duty Free Concessionaire 2017Inflight Sales Group
World's Leading Integrated Tourism Group 2017HNA Tourism Group
World's Leading Island Destination 2017Madeira Islands
World's Leading Island Resort 2017Pullman Timi Ama Sardegna
World's Leading Island Villas 2017The Villas at AYANA Resort and Spa Bali, Indonesia
World's Leading Landmark Hotel 2017The Peninsula Paris, France
World's Leading Landmark Resort 2017Atlantis The Palm, Dubai, UAE
World's Leading Large Ship Cruise Line 2017Norwegian Cruise Line
World's Leading Leisure Resort 2017Mriya Resort & Spa
World's Leading Lifestyle Hotel 2017Hotel Indigo Lower East Side New York
World's Leading Lifestyle Resort 2017Rixos The Palm Dubai Hotel
World's Leading Low-Cost Airline 2017AirAsia
World's Leading Low-Cost Airline Cabin Crew 2017AirAsia
World's Leading Luxury All Suite Hotel 2017Burj Al Arab Jumeirah, United Arab Emirates
World's Leading Luxury Beach Resort 2017Emirates Palace, Abu Dhabi, UAE
World's Leading Luxury Business Hotel 2017InterContinental Grand Stanford Hong Kong
World's Leading Luxury Car Rental Company 2017Sixt Luxury Cars
World's Leading Luxury Chauffeur Service 2017Sixt Limousine Service
World's Leading Luxury City Resort 2017Rome Cavalieri, Waldorf Astoria Hotels & Resorts, Italy
World's Leading Luxury Dry Hotel 2017Angel’s Marmaris, Turkey
World's Leading Luxury Family Resort 2017Forte Village Resort, Italy
World's Leading Luxury Flight Services Provider 2017Royal Jet
World's Leading Luxury Hotel 2017Burj Al Arab Jumeirah, Dubai, UAE
World's Leading Luxury Hotel Apartments 2017Sofitel Dubai The Palm Luxury Apartments
World's Leading Luxury Hotel Brand 2017Oberoi Hotels & Resorts
World's Leading Luxury Hotel Penthouse 2017Superior 4 Bedroom Penthouse @ Kempinski Hotel & Residences Palm Jumeirah, United Arab Emirates
World's Leading Luxury Hotel Villa 2017Ian Fleming Villa @ GoldenEye, Jamaica
World's Leading Luxury Island Resort 2017The St. Regis Maldives Vommuli Resort
World's Leading Luxury Island Villas 2017Te Manava Luxury Villas & Spa, Cook Islands
World's Leading Luxury Leisure Resort 2017Pine Cliffs Resort, a Luxury Collection Resort, Portugal
World's Leading Luxury Lodge 2017Huka Lodge, New Zealand
World's Leading Luxury New Resort 2017The St. Regis Maldives Vommuli Resort
World's Leading Luxury Private Island Resort 2017Laucala Island, Fiji
World's Leading Luxury Private Villa 2017Villa iZulu @ Thanda Safari, South Africa
World's Leading Luxury Resort 2017InterContinental Danang Sun Peninsula Resort, Vietnam
World's Leading Luxury Safari Company 2017Abercrombie & Kent
World's Leading Luxury Sailing Cruise Company 2017Star Clippers
World's Leading Luxury Sports & Villa Resort 2017Casa de Campo, Dominican Republic
World's Leading Luxury Suites Hotel 2017Tower Club at lebua
World's Leading Luxury Tour Operator 2017Nirvana Travel & Tourism
World's Leading Luxury Train 2017Maharajas’ Express
World's Leading Luxury Villa Beach Resort 2017Maradiva Villas Resort & Spa, Mauritius
World's Leading Luxury Villa Resort 2017Zaya Nurai Island, Abu Dhabi, UAE
World's Leading Meetings & Conference Centre 2017The Convention Centre Dublin, Ireland
World's Leading Meetings & Conference Destination 2017Las Vegas, Nevada, USA
World's Leading Meetings & Conference Hotel 2017Grand Resort Lagonissi, Greece
World's Leading MICE Hotel 2017Madinat Jumeirah Resort, Dubai
World's Leading MICE Resort 2017Habtoor Grand Resort, Autograph Collection, Dubai, United Arab Emirates
World's Leading Most Efficient Low-Cost Airline 2017West Air
World's Leading New Hotel 2017DUKES Dubai, United Arab Emirates
World's Leading New Resort 2017JW Marriott Phu Quoc Emerald Bay, Vietnam
World's Leading Online Travel Agency 2017Rovia
World's Leading Palace Hotel 2017San Clemente Palace Kempinski Venice, Italy
World's Leading Polar Expedition Operator 2017White Desert
World's Leading Private Game Reserve 2017Shambala Private Reserve, South Africa
World's Leading Private Island Resort 2017Song Saa Private Island, Cambodia
World's Leading Private Jet Charter 2017Deer Jet
World's Leading Resort 2017Forte Village Resort, Italy
World's Leading Resort Brand 2017Four Seasons Hotels & Resorts
World's Leading Resort Design 2017The St. Regis Maldives Vommuli Resort
World's Leading Resort Residences 2017The St. Regis Saadiyat Island Resort, Abu Dhabi, UAE
World's Leading Retreat 2017Gaia Retreat & Spa, Australia
World's Leading River Cruise Company 2017American Cruise Lines
World's Leading Safari Destination 2017Kenya
World's Leading Safari Lodge 2017Four Seasons Safari Lodge Serengeti, Tanzania
World's Leading Safari Resort 2017Legend Golf & Safari Resort, South Africa
World's Leading Seaplane Operator 2017Trans Maldivian Airways
World's Leading Serviced Apartment Brand 2017Frasers Hospitality
World's Leading Serviced Apartments 2017Fraser Suites Le Claridge Champs-Elysées, France
World's Leading Shopping Mall 2017The Dubai Mall, Dubai
World's Leading Shopping Mall Hotel 2017Kempinski Hotel Mall of the Emirates Dubai, UAE
World's Leading Small Ships Cruise Line 2017American Cruise Lines
World's Leading Specialist Cruise Line 2017Windstar Cruises
World's Leading Sports Academy 2017Forte Village Resort, Italy
World's Leading Sports Resort 2017The Meydan Hotel, Dubai
World's Leading Sports Tourism Destination 2017Abu Dhabi, UAE
World's Leading Sustainable Tourism Destination 2017Sir Bani Yas Island, Abu Dhabi, UAE
World's Leading Theme Park Resort 2017Universal Orlando Resort, Florida, USA
World's Leading Themed Hotel 2017Panda Hotel, Hong Kong
World's Leading Tour Operator 2017Abercrombie & Kent
World's Leading Tourism Development Project 2017Red Sea Project, Saudi Arabia
World's Leading Tourist Attraction 2017Machu Picchu, Peru
World's Leading Tourist Board 2017Turismo de Portugal
World's Leading Travel Agency 2017Regency Travel & Tours, Qatar
World's Leading Travel Agency Supporting Membership Based Company 2017Rovia
World's Leading Travel Club 2017DreamTrips
World's Leading Travel Club Membership 2017DreamTrips
World's Leading Travel Management Company 2017FCM Travel Solutions
World's Leading Underwater Hotel Restaurant 2017Sea @ Anantara Kihavah Maldives Villas
World's Leading Villa Collection 2017Mantis Owners Collection
World's Leading Villa Resort 2017Round Hill Hotel & Villas, Jamaica
World's Leading Water Villa Resort 2017Sun Aqua Vilu Reef, Maldives
World's Leading Wedding Destination 2017Jamaica
World's Leading Wedding Resort 2017InterContinental Samui Baan Taling Ngam Resort, Thailand
World's Leading Wellness Hotel 2017Grand Hotel Lienz, Austria
World's Most Romantic Resort 2017Baros Maldives
World's Responsible Tourism Award 2017Abu Dhabi Falcon Hospital
World's Ultimate Service Award in Hospitality 2017